Marcos Vinicius Reis dos Santos, 28 anos, conhecido como Caveirinha, já sonhou ser jogador de futebol e chegou a atuar nas divisões de base do Bahia e do Vitória. Mas, aos 14 anos, a vida começou a virar um pesadelo, depois que ele experimentou o crack.
O vício se tornou a porta de entrada para o mundo do crime. Ontem, ele foi detido, em Fazenda Coutos 3, pela sexta vez. O delegado ACM Santos, titular da Delegacia de Periperi, diz que está ajudando Caveirinha com a prisão. Fizemos um favor para a comunidade e ajudamos ele também, porque as pessoas diziam que iam matá-lo por causa dos furtos, declara.
ACM Santos define o tipo de bandido como Caveirinha. É um flagelo social. Marcos disse que passou por três casas de recuperação e já ficou seis meses livre do vício.
Na quinta-feira passada, minha mãe me deu R$ 20 e me colocou no ônibus para ir a uma casa de recuperação, mas eu desci um ponto depois, admite o acusado.
Estava cansado de tanto fumar
Marcos foi preso quando os policiais investigavam um furto a um restaurante. Caveirinha não furtou o restaurante, mas admitiu arrombamentos a residências e a uma oficina, na localidade do Iraque.
Ele foi autuado em flagrante por tráfico, porque foi encontrado em casa com 340 gramas de crack. Estava dormindo, cansado de tanto fumar. O crack era para eu usar. Comprei por R$ 350, revela Caveirinha. O delegado acredita que parte da droga era para uso pessoal. Outra parte ele vende para sustentar o vício.