O ajudante de pedreiro Diego Andrade Silva Souza, 23 anos, era o único dos três filhos com o qual a dona de casa Rosy Meire Andrade da Silva, 43, contava. Era ele, segundo a mãe, quem ajudava nas despesas da casa e a levava para as sessões com psicólogo. Diego foi baleado, na tarde de ontem, na Rua São João de Baixo, e caiu morto na ladeira que liga essa via à Rua São João de Cima, no Jardim Tropical, bairro Itinga, em Lauro de Freitas.
Eu não desejo essa dor para nenhuma mãe. Você carrega um filho nove meses na barriga, faz sacrifícios para criar e depois vem alguém e tira a vida como se fosse um passarinho. Eu não me conformo, disse a mãe, aos prantos. Rosy Meire afirmou ainda não saber se o filho tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
Outra familiar de Diego contou que o rapaz havia acabado de chegar do trabalho e foi à casa de uma prima buscar as roupas que ele pagou para ela lavar, quando foi assassinado. Parentes da vítima afirmaram conhecer os autores do crime, mas desconhecem as motivações. Foram os amigos dele mesmo. Ou que ele pensava serem seus amigos. Eles moram na mesma rua que nós. Vai ser muito difícil conviver com eles, mas não podemos fazer nada. Espero que a Justiça faça, acusa outro parente.
Feliz pelo novo trampo
Um bando de covardes que se diziam amigos dele. Amigo desse jeito? Eles vão pagar, gritava uma irmã de Diego. Familiares informaram à polícia que Diego era usuário de maconha, o que leva o delegado Cedric Lobosco a considerar a possibilidade de o jovem ter sido morto por dívida de droga. Há informações de que ele havia sido atraído para uma boca de fumo, onde os mais de três elementos já o esperavam, informou o delegado, coordenador do Núcleo de Investigação de Homicídios da 27ª DT (Itinga).
A polícia não divulgou os nomes dos possíveis autores do assassinato para não comprometer as investigações. Diego estava muito feliz por ter conquistado uma vaga numa grande construtora. Ele tinha começado a frequentar a Igreja Universal.