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14

set

2012

Casa caiu para patrões do tráfico

Cinco bandidos caíram, sendo dois líderes

Euzeni Daltro


Com a apreensão das drogas, o bando levou prejuízo de R$ 400 mil / Lúcio Távora Alguns equipamentos usados no refino da coca / Lúcio Távora

Um laboratório de refino de drogas foi desmanchado ontem durante uma operação conjunta entre policiais civis e militares, na localidade de Manguinhos, na Avenida Vasco da Gama. O laboratório funcionava em três imóveis, nos quais os policiais apreenderam mais de 50 Kg de drogas, entre maconha, pasta-base de cocaína   e crack. De acordo com estimativa da Polícia Militar (PM), o prejuízo  para a boca  foi de pelo menos R$ 400 mil. Armas,  materiais usados no refino da cocaína e crack e R$ 4.622 também foram apreendidos.

Cinco pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas da região foram presas durante a ação. Entre elas,  Ademir América da Silva, 35 anos, e Fábio Bittencourt da Anunciação, 29, apontados pela polícia como líderes  do tráfico na localidade.

“O tráfico dessa região é comandado por apenas uma facção, a do traficante conhecido como Ricardo Cabeção. Ademir e Fábio trabalham para ele e também comandam aqui”, afirmou o coordenador de investigação da 6ª DT, Paulo Portela.

De acordo com ele, as investigações mostram que o refino nas três residências seria feito por apenas uma pessoa. “Ele não é o dono. É um cara que, segundo as investigações, pagou cerca de R$ 20 pelo  curso de refino em São Paulo”, informou Portela.

Os outros presos foram Júlio Hugo Gomes dos Santos, 29, e Emerson Darlan Nascimento, 18. Eles negam qualquer envolvimento com o crime.


Espaço para o crime

Uma das casas onde funcionava o laboratório fica ao final de uma escada, no alto, na Rua José Ramos. No imóvel de dois cômodos, além de uma cozinha e um banheiro, não havia móveis ou similares. Apenas  drogas, armas, produtos e equipamentos usados no refino como três micro-ondas e uma batedeira industrial.  Os policiais encontram, inclusive, uma ligação de energia elétrica clandestina, o popular ‘gato’. “Eles usam muito maquinário e a luz normal não suporta”, informou Paulo Portela. Segundo a polícia, incensos eram acessos durante o refino para camuflar o cheiro das drogas.

 

Acusados negam tudo

Segundo a polícia, Fábio foi preso com uma pistola e os R$ 4.622. Ele nega. “Não tenho nada com isso. Sou morador daqui. Não sei de nada”, defende-se. Ele foi preso, em 2009, por tráfico. Passou nove meses em cana e diz que atualmente vive do trabalho como auxiliar de chapista.  Já  Ademir gritava na 6ª DT: “Não fui pego com arma nem droga. Sou cidadão. Não vou assumir  nada”. Os dois, conforme a polícia, são acusados de participação em diversos homicídios na região. “As drogas fabricadas nesses imóveis eram distribuídas para o Engenho Velho de Brotas, Bariri, além do próprio Manguinhos”, afirma o major PM Washington. A operação contou com a participação dos policiais da 6ª DT (Brotas), 7ª DT (Rio Vermelho) e Grupamento Gemeos da PM.




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