Viver Bem

Qua, 10/10/2018 | Atualizado em: 10/10/2018 às 07h56


Viver Bem

Congelando a fertilidade

Nágila Santana
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"A mulher moderna tem adiado a maternidade para investir na sua carreira profissional e buscar estabilidade financeira antes de ter filhos, ou até mesmo por ainda não ter encontrado o parceiro ideal.

O grande problema é que quando elas resolvem ter filhos a fertilidade já entrou em declínio, pelo fato da idade ser um dos fatores naturais que mais afetam a capacidade reprodutora feminina", ressalta o especialista em Reprodução Humana, Joaquim Lopes.

Por conta disso, a técnica de congelamento de óvulos traz a possibilidade de adiar a gestação.

Quando as mulheres desejarem ter filhos, poderão utilizar os próprios gametas, até mesmo após a menopausa. "Tempos atrás, as jovens tornavam-se mães por volta dos 20 anos de idade. Atualmente, com a ascensão do sexo feminino no mercado de trabalho, muitas têm seu primeiro filho após 35 anos. Uma alternativa para aumentar as chances de uma gravidez futura, com uma idade avançada, é o congelamento através da técnica chamada de vitrificação", explica.

A preservação da fertilidade vem sendo um dos grandes desafios da Reprodução Assistida, pois, a mulher perde sua capacidade reprodutiva com o avanço da idade.

As técnicas de congelamento de óvulos e de sêmen estão mais eficazes e são indicadas para preservar a fertilidade, até para pessoas que estejam fazendo tratamentos oncológicos e homens que fizeram vasectomia.

"Muitas vezes, um tempo depois de feita a vasectomia, o homem pode voltar a querer ter filhos por inúmeros motivos", afirma.

Os óvulos são preservados em baixa temperatura (-196ºC) e de maneira muito rápida, garantindo a sua qualidade no ato da desvitrificação (descongelamento) para posterior fertilização.