Nas Ruas

Sex, 12/10/2018 | Atualizado em: 12/10/2018 às 12h21


Nas Ruas

brincando com o passado

Henrique Almeida*
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No pátio do Centro Educacional Vitória Régia, no Cabula, crianças pulam corda, brincam de elástico e pega-pega. Os celulares estão desligados. Para os professores, é como uma viagem à própria infância. Para as crianças, um momento inusitado. Com a nova dinâmica da sociedade, que engloba desenvolvimento tecnológico e segurança pública, brinquedos e brincadeiras tradicionais são raros. Em lojas da cidade é difícil encontrar as famosas bolas de gude, elásticos, bambolê, petecas. Para os pais, é como se brinquedos e brincadeiras fizessem parte de um passado que perdeu espaço para as novas tecnologias e foi deixado de lado por causa da falta de segurança."Tenho receio de deixar meu filho brincar na rua, por causa da violência. Sei que é importante a sociabilidade, mas tenho medo. Contudo, vim comprar um brinquedo para ele, por conta do Dia das Crianças, para evitar que ele não fique muito tempo na internet. É preciso equilibrar esse tempo", diz Joice Silva, 35 anos. Jennifer Vitória, de 10 anos, admite que o momento de maior sociabilidade e encontro com diferentes formas de brincar é na escola. "Em casa, não brinco muito, nem na rua. Passo algum tempo na internet, mas, na maioria das vezes, brinco mesmo é na escola", diz Jennifer.

*Sob a supervisão dajornalista Rita Conrado