Viver Bem

Sex, 12/10/2018 | Atualizado em: 12/10/2018 às 12h21


Viver Bem

Cólica pode ser doença

Nágila Santana
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redacao@jornalmassa.com

"O desenvolvimento da endometriose está diretamente ligado ao início do período fértil da mulher. É nessa fase que os hormônios interferem no endométrio e até nos organismos saudáveis, provocando a menstruação. Isso ocasiona o aumento das lesões e o surgimento de outras. A maioria das mulheres tem o período fértil entre 13 a 49 anos de idade", explica o cirurgião ginecológico, Marcos Travessa. Endométrio é a camada de células que reveste a parte interna do útero. Durante o ciclo menstrual ele fica espessado e, quando não há a fecundação, ele é descamado e expelido em forma de fluxo menstrual. Pacientes com endometriose têm essas células implantadas em locais diversos, fora da cavidade uterina, como atrás do útero, bexiga, intestino, trompas, ovários e até mesmo no pulmão. Para que o diagnóstico seja realizado, uma equipe médica faz a avaliação clínica da paciente através de relatos e a partir de então, é realizada uma ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e pesquisa para endometriose. "Em casos específicos, ou em pacientes virgens (que não podem ser submetidas à ultrassonografia), o médico, caso julgue interessante, pode realizar uma videolaparoscopia (cirurgia minimamente invasiva) para visualizar os órgãos da cavidade abdominal e localizar as lesões", explica.

A doença pode provocar sintomas que variam conforme a gravidade e órgãos afetados. Dentre os mais comuns, estão as cólicas menstruais intensas, dores pélvicas fora do período menstrual, dores nas relações sexuais, dor ao urinar no período menstrual e a dificuldade de engravidar.