Nas Ruas

Qua, 09/01/2019 | Atualizado em: 09/01/2019 às 05h02


Nas Ruas

Xixi pra todo canto

Murilo Melo
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A TARDE SP

Três anos após criação da 'Lei do Xixi', que estipula a cobrança de até R$ 2.016 por pessoa flagrada urinando nas ruas da capital, ainda não há equipe para fiscalizar, notificar e multar os infratores. É o que afirma a Semop, órgão responsável pela demanda. Sem previsão para tirar a lei do papel e com praias e ruas lotadas, principalmente nos pontos turísticos, Salvador deve passar mais um verão sem autuações aos 'mijões', que justificam aliviar a bexiga em cantos, muretas e árvores porque há poucos banheiros públicos ou porque, segundo eles, os sanitários químicos são sujos, sem iluminação, sem descarga e sem papel higiênico. "Prefiro a rua. Banheiro químico é uma completa humilhação", diz o eletricista Mairon Henrique, flagrado urinando em um ponto de ônibus. A Limpurb afirma que há 270 sanitários fixos espalhados pela cidade. Mas, o urbanista Claudio Dias, do projeto Cidade Sustentável, diz que a quantidade não atende as 22 mil ruas, os quase 3 milhões de habitantes e o número incalculável de turistas que desembarcam na capital.