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Qua, 17/04/2019 às 10h34 | Atualizado em: 17/04/2019 às 10h44


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Rogério defende torcida por críticas

Felipe Paranhos
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Apesar do gol salvador em Feira, atacante diz compreender desconfiança e promete esforço para reconquistar arquibancada - Felipe Oliveira/EC Bahia/ Divulgação
Apesar do gol salvador em Feira, atacante diz compreender desconfiança e promete esforço para reconquistar arquibancada
Felipe Oliveira/EC Bahia/ Divulgação

 

Herói improvável no último domingo (14), ao empatar o jogo de ida da final do Campeonato Baiano aos 52 minutos do segundo tempo, Rogério agora desfruta de seus merecidos dias de glória. Criticado no início da temporada pelo excesso de chances perdidas, o atacante preferiu não se iludir com a euforia da torcida – afinal, o gol contra o Bahia de Feira foi apenas o seu primeiro na temporada.

Em entrevista coletiva no Fazendão, o camisa 90 disse que, com “um passo de cadavez”, ganhará mais oportunidades de entrar em campo. Rogério lembrou de uma conversa que teve com o técnico Roger Machado, que pediu para que ele acompanhasse os treinos dos atacantes titulares, e revelou ter previsto o gol decisivo. “Eu estava com confiança. Até falei antes pro Flávio que iria fazer o gol. Quando terminou o jogo, eu disse: ‘Falei a você que ia fazer’”, contou.

Segundo Rogério, não houve rancor de sua parte em relação às críticas da torcida. “Eu nunca me deixei abater. O importante é treinar, que uma hora vai acontecer. Sempre fui um jogador decisivo por onde passei. Nunca desisti, nunca baixei a cabeça. Críticas vão existir sempre. O torcedor critica porque sabe o potencial do jogador”, afirmou.

Assim como os jogadores que atuaram por menos de 45 minutos contra o Bahia de Feira, Rogério participou do treino tático que Roger Machado conduziu no Fazendão ontem, debaixo de chuva. O treinador comandou um treinamento em campo reduzido, bastante concentrado em movimentação e troca de passes.

A transição veloz entre defesa e ataque também foi treinada pela equipe. Por fim, Roger fez um trabalho coletivo com nove na linha. Os jogadores que estiveram mais tempo em campo durante o primeiro jogo da final do Baiano fizeram apenas um trabalho regenerativo na academia.