Viver Bem

Qua, 14/08/2019 | Atualizado em: 14/08/2019 às 04h04


Viver Bem

Projeto Medina é show de bola

gabriel conceição*
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Em uma classe escolar, sempre tem aqueles alunos que possuem uma maior facilidade em aprender determinados assuntos ou conteúdos que outros.

Quem tem dificuldade é porque as sinapses neurais não conseguem assimilar muito bem o método de ensino utilizado pelo professor.

Diante dessas questões, a pedagoga e neuroeducadora Rosana Medina buscou várias metodologias que ajudassem os alunos que têm dificuldades de aprender ou possuem algum transtorno de aprendizado, como déficit de atenção ou TDAH. Segundo ela, alguns métodos funcionaram de início, mas não se sustentaram por muito tempo.

Sem desistir, Rosana Medina se aprofundou na neuroeducação e criou o seu próprio método de ensino, que intitulou de Projeto Medina. Idealizado para desconstruir o estilo de ensino usados nas escolas, a pedagoga realiza a inserção de mapas mentais e diagnósticos de aprendizados individuais para determinar qual a melhor forma de um aluno aprender.

"Na escola, eu faço um levantamento individualizado para saber qual das sinapses neurais dos alunos estará mais propensa ao aprendizado. Após isso, entrego um relatório aos pais do aluno para que isso seja um agente facilitador na educação do jovem. Na medida em que eu avalio a forma de aprendizado dos alunos, eu percebo que a mesma metodologia, ferramenta e estratégia mental que ele usa para o aprendizado, ele usa para se comunicar e se relacionar. Então, além de ajudar na educação, o método auxilia diretamente na vida social e pessoal deste jovem", disse a pedagoga Rosana Medina.

O método está vigente no ensino infantil e médio da escola Damasceno, localizada no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Rosana atende cerca de 442 alunos, realizando diagnósticos de aprendizado e mapas mentais. Além disso, o Projeto Medina está sendo usado em empresas com o propósito de traçar perfis mental e emocional de seus colaboradores.

"Meu objetivo é levar o meu projeto para o maior número de escolas possíveis. Com o avanço das tecnologias, nossos jovens estão mais dispersos e desinteressados. O método busca mudar isso, auxiliando na reintegração deste interesse em aprender nas salas de aulas", concluiu Rosana Medina.

*Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos