Viver Bem

Sáb, 31/08/2019 | Atualizado em: 31/08/2019 às 04h03


Viver Bem

Jogo bom Com todo o respeito, tem que vencer bem

Felipe Paranhos
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Há muito tempo não se vê alguém do futebol dizer que não vai dar chances ao adversário ou que vai vencê-lo. Comum nos anos 90, este discurso foi vencido pela alegação que todo adversário merece o mesmo cuidado, como se todos fossem iguais – e não são. Por isso, o Bahia tem, hoje, às 17h, uma oportunidade de se mostrar como é: um time da parte de cima da tabela da Série A ou um daqueles que passam a temporada irritando o torcedor.

Embora o CSA mereça respeito, o Tricolor tem o dever de se impor ao time alagoano na Arena Fonte Nova. Com o dobro da pontuação – 24 a 12 –, o Esquadrão há menos de um mês fez 3 a 0 no atual líder do campeonato. Não cabe tropeçar em um adversário que fez só cinco gols em 16 partidas – sobretudo no caso do Esquadrão, que está apenas três pontos do G-6, o grupo dos clubes que conquistam vaga na Libertadores da América de 2020.

O principal desafio do Bahia na partida é conduzir as ações ofensivas. O Tricolor é o terceiro time que menos tem posse de bola no Brasileirão, e certamente o CSA não vai para partir para o ataque na Fonte. Assim, o jogo de contragolpes de Roger Machado terá de ser desconstruído. O atacante Lucca, que deve ser titular na partida, explicou a dificuldade de se ajustar a um novo estilo.

"Treinamos durante a semana o jeito que eles [do CSA] possam vir jogar. Obviamente que dificulta um pouco, o campo fica menor, as linhas defensivas ficam mais curtas. Isso dificulta mais para a gente. Acaba tendo que arriscar uma jogada ou outra, tentar um drible, e acaba acontecendo um erro ou outro", falou, durante entrevista coletiva no Fazendão.

O atacante pediu a força e a compreensão do torcedor caso o time não consiga se impor rapidamente. "A gente pode vencer no primeiro minuto ou no último. É difícil, mas a gente se preparou", concluiu.