Esporte

Seg, 02/09/2019 | Atualizado em: 02/09/2019 às 04h05


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Prêmio pela persistência do dia a dia

Felipe Paranhos
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Ao marcar o gol da vitória tricolor sobre o CSA por 1 a 0, sábado, na Arena Fonte Nova, Arthur Caíke encerrou um incômodo jejum do Esquadrão: desde outubro do ano passado o Bahia não marcava de falta. O último a balançar as redes desta forma havia sido Vinícius, contra o Paraná, 60 jogos atrás.

O gol salvador premiou a persistência do atacante, que, a contragosto dos preparadores físicos do clube, costuma treinar faltas quando encontra uma brecha nas atividades coletivas.

"Sempre venho treinando. Depois do treino, sempre bato. O [preparador físico Paulo] Paixão tenta segurar, pela carga de trabalho, cuidando para a gente não sentir... Nos últimos jogos tenho entrado e dado meu máximo. Hoje pude entrar e fazer um gol. A torcida estava me cobrando e disse que ia sair na hora certa", declarou, em entrevista ao canal 'Premiere'.

A iniciativa de frear os treinamentos de faltas não é uma exclusividade de Paulo Paixão e do Bahia. Parte relevante dos fisiologistas atuais não recomenda tal atividade, porque o movimento repetitivo pode favorecer o aparecimento de lesões musculares. O gol de Arthur Caíke pode servir para 'dobrar' ao menos a comissão técnica do Bahia. Afinal, como disse o próprio atleta após a partida, "jogos assim são decididos assim".