Viver Bem

Qui, 05/09/2019 | Atualizado em: 05/09/2019 às 04h03


Viver Bem

É perigoso, mas pode ser curado

gabriel conceição*
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O intestino humano é formado por duas grandes regiões. Uma mais fina, o intestino delgado, diretamente ligado com a digestão e absorção dos alimentos; e a parte mais grossa, o intestino grosso, responsável pela absorção de água, armazenamento e eliminação dos resíduos da digestão.

O surgimento de um câncer no intestino delgado é raro. Porém, no intestino grosso, a incidência da doença é maior. Além de fatores genéticos, pessoas idosas, fumantes, sedentárias e obesas estão no grupo de risco.

Segundo o oncologista Mauricio Neves, o câncer começa sempre como uma lesão benigna que vai evoluindo lentamente até transformar-se num tumor maligno. Porém, é tratável e, na maioria dos casos, curável. É preciso, claro, ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

"O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon, no reto e no ânus. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso", disse o médico Mauricio Neves.

Os sintomas mais frequentemente associados ao câncer do intestino são sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas) e massa (tumoração) abdominal.

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. A cirurgia é o primeiro passo, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do abdômen. A outra etapa é a radioterapia, associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos).

* Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos