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Sáb, 14/09/2019 | Atualizado em: 14/09/2019 às 09h04


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Cervejaria abraça o pagodão baiano

Jefferson Domingos
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O diferenciado pagodão baiano nunca esteve tão bem representado. O segmento vem rompendo fronteiras e, há tempos, deixou para trás o estereótipo que o marginalizava. Ontem, o jornal MASSA! participou do lançamento do projeto Skol Pagodão, da cervejaria Ambev, que promete uma parceria de sucesso com os gigantes e novos nomes da cena musical.

Para Márcio Victor, o pagode representa a identidade de um povo mais humilde, que sentia a necessidade de um movimento popular. "Em 2004, a gente já falava que o pagode era a música do povo. Eu tocava com Caetano Veloso e Daniela Mercury, mas sentia que a galera queria uma música que falasse a linguagem dela. E o pagode tem isso. Fala dos problemas sociais. Fala da vontade do povo de crescer. O Brasil inteiro está esperando pelo pagodão e por seus representantes, de Léo Santana a John, do Poeta", avaliou o líder do Psirico.

Sensação do momento, John Ferreira, da banda O Poeta, diz que parcerias do tipo representam o crescimento de um ritmo tão querido. "Está tornando o nosso pagode grande. Quando chegar no patamar de excelência, a gente começa a almejar os grandes patrocinadores. O pagode ainda está dentro da favela, da comunidade", disse.

Harry Racz, que é gerente de marketing da Ambev, definiu a abordagem ao pagode baiano como uma "maneira de falar da música do estado de uma maneira inovadora".

Na melhor "pegada" pagodão, o evento foi realizado em uma laje no bairro São Gonçalo do Retiro. Para a comunidade toda ouvir, Márcio Victor comandou a festa e ainda chamou ao palco John Ferreira, Lincoln Senna, Bruno Magnata e Flavinho e outros, que tornaram a folia mais simbólica.