Viver Bem

Qua, 18/09/2019 | Atualizado em: 18/09/2019 às 07h45


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Cigarro eletrônico também faz mal

gabriel conceição*
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almassa.com.br

O cigarro eletrônico, conhecido como e-cigarro, é um dispositivo movido à bateria que simula a experiência de um cigarro comum.

No aparelho contém um cartucho que armazena nicotina líquida, água, aromatizantes e solventes. Essas substâncias são aquecidas, formando o vapor, que é inalado e expelido.

Este cigarro está cada vez mais popular nos últimos anos por, supostamente, apresentar menos riscos à saúde. No entanto, segundo o pneumologista Walter Eichenberg, seu uso pode fazer tão mal quanto a sua forma tradicional.

"Ao contrário do que filmes e programas de TV mostram, o cigarro eletrônico é muito nocivo à saúde. Diferentemente dos convencionais, que queimam tabaco para gerar fumo, os cigarros eletrônicos vaporizam um líquido, que contém substâncias tóxicas e partículas ultrafinas que são inaladas para os pulmões", disse o pneumologista.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), estudos já demonstraram que o cigarro eletrônico aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio e de doenças respiratórias e pulmonares, como a asma.

No Brasil, a lei não permite a produção e a comercialização dos cigarros eletrônicos, mas o seu uso não é considerado crime.

*Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos