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Qui, 19/09/2019 | Atualizado em: 19/09/2019 às 09h28


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FURACÃO DEVASTADOR

Felipe Paranhos
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Na dança das cadeiras que se tornou o futebol brasileiro, o Athletico já pode se considerar uma das equipes grandes do país. Campeão brasileiro em 2001, o time paranaense pelo segundo ano consecutivo ergue uma taça que muitos clubes tradicionais almejam sem sucesso: depois da Sul-Americana de 2018, o Furacão venceu a Copa do Brasil deste ano, ao derrotar o Internacional por 2 a 0 e coroar uma campanha que deixou pelo caminho gigantes comoGrêmio e Flamengo. De quebra, ainda levou a maior premiação possível de um clube brasileiro na atual temporada: R$ 64 milhões.

O Colorado não deixou o Athletico respirar nos primeiros 15 minutos do jogo. Acuando o adversário em seu campo de defesa, a equipe do técnico Odair Hellmann aproveitou o forte apoio do torcedor para tentar arrancar um gol no início da partida. Em alguns momentos, o time gaúcha chegou a ficar com todos os seus jogadores de linha no campo ofensivo. Mas tal postura abria espaços, e o Furacão – todos a essa altura já sabem – é traiçoeiro.

Aos 23 do 1º tempo, Rony puxou contragolpe pela esquerda e encontrou Marco Ruben, que, sem olhar, percebeu a chegada de Léo Cittadini. O volante ganhou de Victor Cuesta e só tirou de Marcelo Lomba: 1 a 0.

A torcida colorada, entretanto, não se permitiu esmorecer. A pressão continuou, e o Inter, sabendo que precisava empatar logo para que houvesse tempo de uma reação, manteve a postura adiantada. E, em um bate-rebate, conquistou seu gol. A confusão foi tão grande que Nico López cobrou o escanteio e teve tempo de correr para a área para pegar um rebote e igualar o placar aos 30 minutos.

Na segunda etapa, o Inter começou a sentir as consequências dos 45 minutos de maior intensidade. Sem um meia para comandar as ações – D'Alessandro não se recuperou de dores na coxa –, faltava criatividade ao time gaúcho, que 'afundou' quatro atacantes dentro da área do Furacão. Assim, aos poucos, foi o Athletico quem começou a controlar o jogo.

O Inter passou a ficar refém dos cruzamentos – seja em escanteios, seja em bolas lançadas pelo lado esquerdo do ataque. Numa delas, aos 33, o lateral Uendel colocou na área à meia altura, e Márcio Azevedo se antecipou a Guerrero, evitando o que tinha tudo para ser o gol da vitória gaúcha.

À medida que o tempo passava, porém, ficava mais claro que apenas um gol daqueles 'de baba' daria o título ao Inter. Sem organização, a equipe tentava compensar na raça. Mas, a cada minuto, o Furacão assustava mais. Primeiro, Rony conseguiu driblar Cuesta e falhou ao tentar servir Marcelo Cirino na área.

Depois, já com sua dupla de zagueiros fazendo as vezes de centroavantes, o Inter viu suas chances acabarem quando Cirino, marcado por dois, deu uma 'tabaca' de letra em Edenílson, que ficou com cara de tacho, sem entender nada. O ex-atacante do Vitória avançou para a área e tocou para Rony, que fez o segundo e garantiu o título.