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Ter, 01/10/2019 | Atualizado em: 01/10/2019 às 07h35


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PituAÇO meu caldeirão?

Nuno Krause*
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A possibilidade do Governo do Estado conceder o estádio de Pituaçu à iniciativa privada acendeu uma luz de um grupo de conselheiros do Bahia. Na última sexta, uma recomendação foi encaminhada por eles à diretoria pedindo que o presidente Guilherme Bellintani iniciasse uma avaliação técnica e financeira para apreciar a possibilidade do clube assumir o equipamento ao lado de um parceiro investidor.

De acordo com um dos membros do grupo, Leonardo Dantas, os recentes ruídos com a Arena Fonte Nova estão entre os principais motivos para a iniciativa. No dia 11 de setembro, o site Bahia Notícias publicou que o governo da Bahia está insatisfeito com os gastos em manutenção que o Pituaçu gera. Segundo o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, o estádio gerou, desde 2015, R$ 2,1 milhões de despesas.

Questionado sobre a possibilidade da mudança, o Bahia, através do setor de comunicação, disse que prefere não se manifestar sobre o assunto.

A relação do Tricolor com a Arena Fonte Nova tem estremecido nas últimas semanas. Na última quarta-feira, o Bahia promoveu uma ação para boicotar a venda de cerveja dentro do estádio. Na ocasião, o clube firmou uma parceria com a Ambev para negociar a bebida para torcedores e ambulantes por apenas um real em um depósito do lado de fora da Arena. Além disso, o alto valor cobrado no estacionamento do estádio e um programa de sócios mais flexível em Pituaçu também são fatores que apontam para um novo rumo do clube.

No entanto, segundo Davidson Guimarães, a intenção do governo é transformar Pituaçu em uma arena multiuso, nos mesmos moldes da Fonte Nova. Ainda assim, assumiu que, caso o Bahia entre com uma proposta que reduza as despesas do estádio para o governo, a proposta pode ser estudada.

*Sob a supervisão doeditor Léo Santana