Viver Bem

Qui, 03/10/2019 | Atualizado em: 03/10/2019 às 08h37


Viver Bem

Nem tudo são flores na primavera

gabriel conceição*
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A saída do inverno para a chegada da primavera traz um novo colorido às ruas, com árvores ganhando mais vida, além de diversas espécies de plantas desabrochando e embelezando a cidade.

Mas nem tudo são flores, pois a primavera é um período em que pessoas com doenças alérgicas costumam ter mais crises. Por isso, o cuidado tem que ser redobrado.

De acordo com o otorrinolaringologista Francisco Brochado, a primavera é caracterizada por um fenômeno típico da estação: a liberação do pólen, que é o principal vilão para quem sofre com alergias respiratórias, como rinite alérgica e asma.

"A liberação do pólen pode desencadear várias reações nas pessoas, como obstrução nasal, coriza, coceira no nariz e demais vias aéreas, conjuntivite e lacrimejamento, rouquidão e tosse, além de dores de cabeça. Em casos mais severos, há quem perca o apetite e fique irritado", explicou o médico.

Apesar do pólen ser um grande causador, outro motivador de reações são os esporos de mofo que surgem em maior quantidade quando o tempo está úmido. Portanto, para diminuir as chances de ter uma crise alérgica nesta época do ano, alguns cuidados devem ser tomados.

"Se você sofre com alergias mesmo estando dentro de casa, é aconselhável limpar a casa somente com pano úmido, pois o uso de vassoura pode espalhar a poeira. E sempre mantenha os ambientes arejados. A circulação do ar é muito importante para evitar o acúmulo de impurezas no local", concluiu o médico Francisco Brochado.

*Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos