Esporte

Seg, 07/10/2019 | Atualizado em: 07/10/2019 às 09h21


Esporte

na luta pela esperança

Everton Santos*
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Ajudar a comunidade na esperança de aproximar jovens do esporte. Foi assim que surgiu a Zempo Jiu-Jitsu, em Periperi, uma academia criada por Franquison da Silva, de 34 anos, que sempre sonhou em ajudar o próximo.

O projeto social tem três anos de funcionamento e foi através de um aluno que o professor conseguiu o local para treino. Na ocasião, Franquison fez o projeto todo por escrito e apresentou a um Centro Espírita da região, que acabou abraçando a sua causa.

No entanto, apesar de conseguir o local para as atividades, inciar o projeto não foi fácil. "Para montar isso aqui foi partindo de vontade. Cerca de 80% praticamente foi do meu bolso. Tudo isso em busca de uma mudança, de fazer algo positivo", lembra o professor.

O mestre estima que mais de 100 alunos já passaram pela academia, que hoje atende a cerca de 65 jovens. Um dos pilares do projeto é a relação que existe entre Franquison e a família de seus alunos. Enquanto os filhos treinam, os pais podem acompanhar as atividades ali, de pertinho, estabelecendo laços de amizade entre eles.

Além da oportunidade de praticar o esporte e ter uma mudança na vida, os alunos também têm a possibilidade de se tornarem instrutores após um certo período. Este é o caso de Luan Menezes, de 30 anos. "O projeto mudou minha vida completamente em vários aspectos. Melhorei fisicamente e na parte psicológica. Ele me reinventou. Hoje eu sou educador graças a Zempo", destaca o jovem.

Vale ressaltar que os alunos não pagam mensalidades para poder participar dos treinos. As exigências para entrar no projeto são outras, como, por exemplo, está bem nos estudos. "O aluno tem que se comportar. Além de estar estudando. Sempre pedimos o boletim para ver qual a matéria que eles estão com dificuldades e a partir daí a gente fazer algum reforço". ressalta Franquison.

Os atletas da Zempo ainda não estão participando de campeonatos oficias. Algo que deve mudar para o ano que vem. De qualquer forma, alunos, pais e professores já podem se sentir campeões no quesito superação.

*Sob a supervisão doeditor Léo Santana