Plantão

Qua, 09/10/2019 | Atualizado em: 09/10/2019 às 15h30


Plantão

Tortura Acusação pesa para policiais

Nicolas Melo
A+ A-

Após serem presos por suspeita de tortura, a delegada titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), na Baixa do Fiscal, Carla Santos Ramos, e os investigadores Agnaldo Ferreira de Jesus, Carlos Antônio Santos da Cruz e Iraci Santos Leal tiveram o pedido de habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça. A liminar da soltura foi expedida pela desembargadora Márcia Borges Faria na madrugada de ontem.

Segundo a decisão, a desembargadora julgou ilegítimo o pedido de prisão preventiva, expedida pela Corregedoria da Polícia Civil, haja vista que o órgão tem como embasamento "elementos fáticos frágeis", que seriam apenas o depoimento da suposta vítima – uma mulher suspeita de roubo a uma lotérica em Salvador, identificada como Zélia Buri dos Reis Assunção. De acordo com Gustavo Brito, advogado dos policiais, Zélia é funcionária do empreendimento assaltado.

"Durante as investigações, a polícia desconfiou do envolvimento dela no crime. Há fatos que levam para o envolvimento dela, porém mantiveram cautela. No dia 3 de outubro, ela foi intimada a prestar depoimento e, no dia seguinte, no dia 4 outubro, Zélia foi na corregedoria registrar a queixa de suposta tortura", explicou Brito.

O advogado destacou o fato da mulher ter reconhecido um dos investigadores por uma foto. "O interessante é que, no dia que ela disse ter acontecido a suposta tortura, no dia do depoimento, Carlos estava na faculdade e Iraci Leal de folga", garantiu.