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Qua, 18/03/2020 | Atualizado em: 18/03/2020 às 04h01


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Arapuca foi com 'Banho' de ácido

Nicolas Melo
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Um mês depois do ataque com ácido que matou Cássia Ribeiro da Conceição, 39 anos, o ex-companheiro dela e principal suspeito do crime, Carlos Antônio Araújo dos Santos, teve o mandado de prisão temporária cumprido.

Ele se apresentou na segunda-feira (16), na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, na Pituba, logo após a ordem ser expedida pela Justiça.

A filha dela, de 6 anos, também foi atingida pelo produto químico e teve lesões nos braços e rosto. Até ontem, ela permanecia internada no Hospital Geral do Estado.

Segundo o delegado Guilherme Machado, coordenador da 2ª Delegacia de Homicídios, do DHPP, o homem teria mudado de endereço logo após cometer o crime, em 15 de fevereiro, em Sussuarana.

De acordo com ele, Carlos ficará preso por 30 dias. "É o tempo suficiente pra gente concluir o inquérito. Temos mais duas mulheres também sendo investigadas pelo envolvimento. Vamos prosseguir com as investigações, diligenciando para obtermos as prisões preventivas de todos os envolvidos", afirmou o delegado.

A suspeita é que Carlos tenha esperado o momento certo para comparecer na unidade. "Ele, provavelmente, sondou para confirmar que não tinha nada em nome dele. Ele só não contava que naquele exato momento, enquanto era interrogado, que o pedido de prisão fosse sair", disse. Carlos e Cássia tiveram um relacionamento amoroso que durou cerca de dois anos e, durante esse tempo, ele sempre se apresentou como Jean.

Eles se conheceram em 2016, quando ela, na época afastada da igreja, ainda era atendente de telemarketing e Carlos trabalhava como cobrador de ônibus.