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Ter, 05/05/2020 | Atualizado em: 12/05/2020 às 13h45


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Triste adeus Tricolor se depesde do Presidente da Democracia

Jeferson Domingos
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O corpo do ex-presidente do Bahia, Fernando Schmidt, foi enterrado na tarde de ontem no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação. Aos 76 anos, Schmidt morreu na madrugada de segunda-feira (4) no Hospital Jorge Valente, em Salvador, onde estava internado desde o dia 23 de abril, em decorrência de problemas neurológicos. Ele também convivia há décadas com um quadro de diabetes.

Figura marcante na história do Tricolor de Aço, Fernando Schmidt esteve à frente da presidência do Bahia em duas oportunidades e acumulou grandes feitos pelo clube. Entre 1975 e 1979, o dirigente presidiu o Esquadrão, em uma gestão que ficou marcada pela conquista do heptacampeonato baiano consecutivo e pela construção do Fazendão, antigo Centro de Treinamentos situado no bairro de Itinga e que está em processo de venda. Já a sua segunda passagem veio décadas depois, entre 2013 e 2014. Desta vez, ele ficou marcado como o primeiro presidente eleito de forma democrática pelos sócios do Bahia, no dia 7 de setembro de 2013, após ação judicial que retirou do poder o então mandatário Marcelo Guimarães Filho.

Schmidt também teve atuação notável na política. Ele foi ministro interino do Trabalho e Emprego, entre julho e agosto de 2003, assim como vereador na capital baiana e secretário de governo do Estado da Bahia.

Em nota, a diretoria do Tricolor manifestou solidariedade. "Schmidt personificou a democratização do Bahia, unindo os grupos de oposição no seu entorno. Emprestou a sua experiência de vida e futebol pelo propósito de abrir o Bahia para o torcedor. Só quem viveu 2013-2014 sabe o tamanho do desafio que ele precisou enfrentar", destacou o atual vice-presidente do clube, Vitor Ferraz.