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Sex, 05/06/2020 | Atualizado em: 05/06/2020 às 05h01


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Perrengue Galera aguarda a volta dos buzus

Nicolas Melo
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Após um coletivo ter sido incendiado na avenida Paralela, os rodoviários pararam de circular até o Bairro da Paz, desde a tarde de quarta-feira (3). O sindicato dos Rodoviários e o coronel Humberto Sturaro, da Polícia Militar, garantiram que o serviço de transporte público seria normalizado na manhã de hoje na região.

O ato aconteceu após moradores realizarem um protesto na tarde de quarta, por causa das mortes de Lucas Santos da Soledade, 20 anos, e Carlos Alberto Rodrigues de Jesus Júnior, 24. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), eles morreram em confronto com policiais militares das Rondas Especiais, no final da tarde de segunda (1º), no bairro de Itapuã.

O diretor de comunicação do sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota, classificou o ato de protesto como vandalismo, após o grupo ter ateado fogo no coletivo. "O protesto foi válido, mas queimar ônibus é vandalismo. É um paradoxo da sociedade porque depois eles vão protestar a falta de ônibus", comentou Mota.

O coletivo foi da empresa Integra Salvador Norte que, em 2018, perdeu mais de 50 carros da frota, em um incêndio na garagem, no bairro de Brotas.

A mãe de Lucas disse que não sabia sobre a organização do protesto e contestou a informação oficial da polícia. "Não houve troca de tiros nenhuma. Ele estava na casa do amigo (Carlos), quando eles chegaram atirando. Foi o que soube", disse Maria da Conceição das Neves Santos.