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Seg, 22/06/2020 | Atualizado em: 22/06/2020 às 06h24


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Grupo protesta contra assassinato e revela ameaças

Andrezza Moura
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Sobre uma mesa de plástico alguns carros de brinquedo, uma farda escolar, uniformes de um grupo de capoeira e de uma escolinha de futebol e flores. Um altar carinhosamente improvisado em uma praça, no final de linha do Vale das Pedrinhas, para lembrar a memória do estudante Micael Silva Santos, de 11 anos, morto com um tiro de fuzil, na noite do último dia 14, enquanto empinava arraia, na Rua Santo André, no mesmo bairro.

Durante o protesto, militantes do grupo "Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto", familiares e amigos do garoto clamaram por justiça. Eles afirmam que Micael foi morto por policiais militares. "O ato é para marcar este momento de dor da família, fortalecer a família. Toda vez que a polícia faz uma incursão nestes bairros o resultado são corpos negros. Este ato é pelo resgate da memória de Micael, disseram que ele tinha sido morto em uma troca de tiros. Apresentaram arma e uma quantidade de drogas", afirmou Andreia Beatriz, coordenadora do grupo.