Andrezza Moura

redacao@jornalmassa.combr

Desde as primeiras horas de ontem, o clima entre a maioria dos moradores dos bairros da Liberdade, Santa Mônica, IAPI, Pero Vaz e Nordeste de Amaralina era de medo e apreensão.

Eles temiam que traficantes de drogas ligados a Thiago Adílio da Silva, o Coruja, executado na noite de quinta (13), em Cabo Frio (RJ), praticassem alguns atos em retaliação pela morte do ‘chefe’, o líder do tráfico de drogas na Liberdade e adjacências.

Mas, nem só de temor o dia foi marcado nestes bairros. A morte de Coruja também foi para alguns moradores motivo de alegria. “Aí, ô. Matou minha família, matou meus primos, matou meu irmão, rapaz. Agora, se f****. Me Desculpe, Deus! Mas se f****, rapaz! Sentou no colo do capeta. Esse atrasa lado, me tirou da minha casa, tirou minha família da casa própria”, comemorou um homem, em um áudio, propagado via WhatsApp.

Em outro áudio que circula entre os moradores, um homem diz que Coruja foi retirado de dentro da casa onde morava, em Cabo Frio, pelos suspeitos. “Ele estava lá no complexo de Cabo Frio, onde ele foi preso da primeira vez, dentro de casa. Os caras pegaram ele lá mesmo”, relata.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, Coruja foi preso no Rio de Janeiro, no ano passado, mas foi logo posto em liberdade.

Em uma fotografia à qual a reportagem teve acesso, é possível ver Coruja sentado dentro de um carro, já rendido e com várias armas apontadas para seu rosto. Ainda na imagem, aparece a mão de uma pessoa com dois dedos de uma das mãos fazendo um símbolo em alusão à facção Comando da Paz (CP), da qual o bando liderado por Coruja, a facção Ordem e Progresso (OP), é rival.