Maria Gabriela Vidal*

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A luta contra o câncer é árdua e o tratamento costuma ser penoso para os pacientes. Na busca de terapias alternativas em substituição à convencional quimioterapia, o Hospital Martagão Gesteira tem obtido resultados notáveis e esperançosos com o uso do ácido arsênico.

Além de ser palco de relatos de melhoria da doença com este recurso, a instituição chegou ao patamar de zerar a mortalidade de pacientes de um tipo raro de câncer com o uso da substância.

Alexsandro Gonçalves, este é o nome da primeira criança baiana diagnosticada com leucemia promielocítica aguda (LPA) a ser tratada com o ácido arsênico no Hospital Martagão Gesteira. Doença rara e grave, a LPA, em muitos casos, provoca sangramentos e pode levar o paciente a óbito.

Pioneiro na iniciativa, desde então, o Martagão utilizou o método em mais nove pacientes. Ao todo, dez pessoas não precisaram passar por quimioterapia e o resultado não poderia ser mais satisfatório. A taxa de mortalidade nos primeiros 30 dias de tratamento que, antes do uso do ácido arsênico era de 35%, foi zerada.

“Depois que começou a tomar o arsênico, ele ficou bem, o cabelo não caiu muito. Ele tinha emagrecido, com muita dor de cabeça. Eu fiquei muito assustada, mas hoje eu estou bem porque ele está bem”, afirma a dona de casa Iracema Silva, mãe de um dos pacientes diagnosticados com a enfermidade.

Por também atingir as células saudáveis, crianças com LPA podem ter o quadro de saúde agravado com a quimioterapia. Por isso, o arsênico vem sendo utilizado em grandes centros oncológicos do mundo.

*Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos