Foto: Rafael Martins/ AG: A TARDE

Prefeito ACM Neto confirmou a alta de casos graves da Covid-19 entre crianças de Salvador

*Bruno Brito

Em meio à retomada de atividades, Salvador tem registrado um aumento na procura por leitos pediátricos de UTI para tratamento da Covid-19, conforme anunciou o prefeito ACM Neto, na manhã de ontem, durante a assinatura da ordem de serviço da reconstrução da Escola Municipal Elisa Saldanha, na Fazenda Grande III. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a taxa de ocupação de leitos pediátricos de UTI, registrada na tarde de ontem, foi de 70%.

Na oportunidade, Neto também voltou a criticar as cenas de desrespeito de uma parcela da população aos protocolos de utilização das praias, registradas durante o feriadão de 12 de outubro. De acordo com ele, as praias da Ribeira, Piatã, Itapuã e do Flamengo foram as que registraram maior número de descumprimentos. Segundo o prefeito, embora sejam dados preocupantes, ainda é cedo para identificar se o aumento significa uma elevação isolada ou uma tendência. “Está havendo um aumento no número de casos e casos graves envolvendo crianças. Vamos aguardar para ver se esse número de casos pediátricos foi apenas um episódio ou se é algo mais permanente. Todo movimento de aumento de casos serve de alerta”, disse ACM Neto.

O prefeito ressaltou ainda que esse aumento tem influência direta no retorno às aulas, que ainda segue sem definição. No entanto, ele explicou que o assunto será debatido com o governador Rui Costa nos próximos dias.

Quanto às cenas registradas nas praias durante o feriadão, as principais queixas fizeram referência ao descumprimento do uso de máscaras, bem como ao distanciamento social entre os frequentadores. Segundo o prefeito, muitas pessoas têm agido em tom de deboche em relação à fiscalização realizada por agentes da Guarda Civil Municipal e fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). “Nós podemos ver como as pessoas se comportam e depois levantam o dedo para exigir alguma coisa da prefeitura. Essas pessoas não têm direito de exigir nada. Porque a Guarda Civil chegava, fazia o ordenamento. Aí a Guarda Civil saía e as pessoas voltavam em tom de escárnio, de deboche. Essas pessoas estão debochando das vidas delas próprias, dos seus familiares, dos seus vizinhos, dos seus colegas de trabalho e de cada cidadão da nossa cidade”, criticou.