Foto: iStock, Getty Images

Estimativa é que 3.460 mulheres descubram que estão com câncer de mama no estado esse ano

Bruno Brito*
redacao@jornalmassa.com.br

Em meio ao Outubro Rosa, mês da conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a estimativa, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é que 3.460 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados na Bahia este ano.

Em Salvador, espera-se que 1.180 mulheres tenham diagnóstico confirmado. Segundo um estudo realizado pelo Sistema Eletrônico de Informação (SEI), que analisa causas de vitimização de mulheres, seja por mortes naturais ou por mortes violentas, os números referentes a óbitos em decorrência desse tipo de câncer têm registrado constantes elevações desde a década de 80, quando apenas três a cada 100 mil mulheres baianas morriam da doença no estado.

Em 2019, o número alcançou 13,3 mulheres a cada100mil. “Quando analisamos todos os tipos de causas de mortes, os cânceres são o principal motivo que vitima as mulheres. E, quando analisamos por tipos de neoplasia, o câncer de mama é oque mais mata. É uma incidência considerada elevada, o que observamos é uma tendência ascendente. Todos os anos as taxas são maiores que as dos anos anteriores”, contou Jadson Santana, técnico da Coordenação de Estatística da SEI.

Aliado à mamografia, exame que identifica alterações suspeitas de câncer antes do surgimento dos sintomas, as mulheres devem tocar suas mamas para detectar possíveis alterações.

MUDANÇAS DE HÁBITOS

s A mudança de hábitos de vida é um importante fator para evitar que a incidência do câncer de mama siga em crescimento, conforme explicou o oncologista Cleber Martins: “Se a gente quiser evitar que a incidência de câncer de mama seja tão prevalente quanto nos últimos anos, o impacto de atividades físicas constantes, dieta, diminuição do consumo de álcool, são fatores importantes para não gerar o tumor”.

Outro fator de extrema importância é o diagnóstico precoce, que pode aumentar a possibilidade de tratamentos menos agressivos, assim como elevar as taxas de sucesso no combate à doença. Segundo o especialista, quando existe um diagnóstico tardio, a taxa de cura é menor. “O número de mulheres que fazem mamografia anualmente é muito baixo”, explicou.

*Sob Supervisão da editora Meire Oliveira