Foto: Reprodução

Da Redação

Acusação de injúria racial contra o meia Gerson, do Flamengo, levou o meia Indio Ramirez, do Bahia, o técnico Mano Menezes e o árbitro da partida, Flavio Rodrigues de Souza, a serem intimados a depor pela delegada Marcia Noeli, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Rio de Janeiro. O inquérito foi aberto nesta segunda-feira, 21.

O primeiro a ser ouvido será o próprio Gerson, na manhã desta terça, 22. Após o jogo entre o Flamengo e o Bahia, no Maracanã, ele procurou a imprensa Após a partida, Gerson teria procurado a imprensa para acusar Índio Ramírez de racismo. “O Ramírez, do Bahia, falou para mim: ‘Cala a boca, negro’. Eu nunca reclamei na imprensa, mas isso eu não aceito. Eu vim falar em nome de todos os negros. O Mano Menezes também tem que saber respeitar”, declarou.

A delegada Marcia Noeli explicou que abriu o inquérito. “Combinei com o departamento jurídico do Flamengo para que o Gerson viesse aqui para que pudesse relatar tudo o que aconteceu. Pedi para CBF os documentos referentes ao jogo [súmula]. Injúria racial é crime e tem que ser punido”, afirmou a delegada.

Na madrugada desta segunda, o Bahia anunciou que o atleta negou a acusação, mas que decidiu afastá-lo até a apuração do episódio, por entender ser imprescindível que “a voz da vítima seja preponderante em casos desta natureza”.

A nota também diz que o presidente do clube baiano, Guilherme Bellintani, ligou para Gerson para prestar solidariedade.

Já o técnico do Bahia, Mano Menezes, foi demitido após a derrota do jogo por 4 a 3 para o Flamengo. Mano chegou em setembro comandou o Bahia em 24 partidas. Foram oito vitórias, dois empates e 14 derrotas.