Foto: Rodrigo Chaves

Pedro Moraes*

O baiano Bruno Vieira é uma jovem grande revelação do triathlon nacional, mas nem sempre foi assim. Ele decidiu caminhar por novos horizontes quando trocou as chuteiras e abola pelo mar, bike e velocidade, onde conseguiu alçar voos maiores na sua carreira de desportista.

“A transição para o triathlon se deu num momento em que eu já estava cansado do futsal e da natação, estava procurando uma modalidade nova. Meu irmão mais velho comentou comigo sobre como ele sempre quis experimentar o triathlon, mas nunca teve a oportunidade. Dias depois, eu comecei a treinar com uma equipe no antigo clube Baneb junto com outros iniciantes da minha idade, sob orientações de Fábio ‘Cuba’”, explicou o triatleta, ao MASSA!.

Adaptado ao novo cenário, Bruno passou a acumular títulos importantes, como o Campeonato Brasileiro Sprint sub-23, em 2018, e as quatro vezes em que foi primeiro lugar no Campeonato Baiano. Mas, para ele, um dos momentos mais significantes na carreira aconteceu em 2015, quando conquistou a oitava colocação no Sul-Americano Junior e se classificou para o Pan-Americano Júnior daquele ano.

Agora, de olho em novas conquistas, após oito anos de triathlon, ele tem como principal meta subir no ranking brasileiro em 2021. “Para o ano que vem, pretendo melhorar minha posição no ranking brasileiro Elite/Sub-2. Conseguir boas colocações nas provas nacionais e internacionais será essencial, além de disputar o título do Campeonato Baiano”, destacou o triatleta.

Seleção brasileira é a meta

Com uma rotina onde acorda às 6h e deita para repousar às 21h30, o campeão brasileiro Sprint sub-23 deve participar das etapas da Copa Brasil de Triathlon e também de competições internacionais, assim como de algumas provas de Ironman 70.3, em 2021. No entanto, seu objetivo principal para a próxima temporada é mesmo integrar a seleção brasileira de triathlon e, quem sabe um dia, disputar as Olimpíadas representando o Brasil.

“Meu sonho é um dia alcançar os Jogos Olímpicos. Só de me imaginar no mesmo ambiente que os maiores atletas do mundo estão já me inspira a treinar e evoluir cada vez mais”, concluiu o triatleta, que é treinado pelo professor Eduardo Braz.

Tirou de ‘letra’ a pandemia

Exemplo de atleta que sentiu os efeitos da pandemia do coronavírus, a qual implicou no cancelamento e/ou adiamento de diversas competições esportivas, o triatleta baiano, de 23 anos, revelou à reportagem do MASSA! que, mesmo com as dificuldades encaradas, conseguiu manter uma rotina considerável de treinos.

“Felizmente, eu consegui passar a maior parte da quarentena no Recôncavo (baiano). Então, consegui manter uma boa rotina de treinos. A falta de provas abalou bastante, mas não deixei afetar meu foco e mantive a cabeça no lugar para continuar treinando”, disse Bruno Vieira.