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Salvador está entre quatro capitais com aumento previsto de casos e mortes por SRAG

Rodrigo Aguiar

Salvador está entre as quatro capitais brasileiras com sinal forte (probabilidade acima de 95%) de crescimento no longo prazo dos casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe, produzido pela Fiocruz, referente à semana epidemiológica 47 (de 15 a 21 de novembro).

Outras oito capitais apresentaram sinal moderado (probabilidade maior de 75%) de crescimento na tendência de longo prazo e somente três capitais registraram queda. O prefeito ACM Neto adiantou, ontem, que anunciará medidas para frear o crescimento do número de casos. “Vou anunciar medidas que a prefeitura vai voltar a fazer para segurar esse crescimento da transmissão da doença”, declarou.

Conforme a Fiocruz, a Bahia é um dos 21 estados nos quais existe ao menos uma macrorregião com tendência de curto e/ou longo prazo com sinal moderado ou forte de crescimento de SRAG.

Na última terça-feira, o governador Rui Costa disse não cogitar a possibilidade de fechamento da economia: “Isso não está no horizonte e eu não desejo que entre no horizonte. Por isso, estamos fazendo um alerta”. “Os novos dados indicam interrupção de queda e sinal de retomada de crescimento. Todas as regiões do país encontram-se na zona de risco e com ocorrência de casos alta”, afirma o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) informou que, até a semana epidemiológica 48, no dia 25 de novembro, foram registrados no Sivep-Gripe 34.468 casos hospitalizados de SRAG, dos quais 61% pelo novo coronavírus, 37,2% não especificados, 0,8% por Influenza, 0,5% por outros vírus respiratórios e 0,4% por outros agentes etiológicos.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto para a Covid-19 no estado é de 65%. Na capital, a última divulgada foi de 62%. Há expectativa que a taxa diminua, com o retorno do hospital de campanha do Itaigara. Para Carlos Brites, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), é plausível falar em segunda onda local. “A pandemia pode voltar a recrudescer se as medidas de contenção não forem retomadas”, diz o infectologista.